CPI do Transporte Coletivo de Uberlândia ouve ex-secretário e empresa Sorriso de Minas.

Apuração aberta após Executivo pedir aporte de R$ 20 milhões para empresas do transporte público, que alegam prejuízos pela pandemia, chega a fase final, apesar da contestação de alguns membros. Reunião para aprovação de relatório ainda será agendada.

Por G1 Triângulo e Alto Paranaíba 03/09/2020 20h59 Atualizado há 3 semanas

Câmara Municipal de Uberlândia — Foto: Câmara de Uberlândia/Divulgação.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo de Uberlândia ouviu nesta quinta-feira (3), o ex-secretário de Trânsito e Transportes Alexandre Andrade, e o representante da empresa Sorriso de Minas, Juliano Gulin Ribeiro. A reunião ocorreu no plenário da Câmara.

A oitiva de Andrade estava prevista para o dia 18 de agosto, mas foi adiada, porque o ex-gestor disse que estava com sintomas da Covid-19. Já o depoimento de Ribeiro marcado para 24 de agosto, foi remarcada devido a falta de passagem aérea para Uberlândia.

Segundo o presidente Tunico (PL), esta foi a última reunião da CPI para ouvir testemunhas. Ele e os membros Wilson Pinheiro (PP) e Magoo (PSDB) votaram pela finalização dos trabalhos. Já os membros Adriano Zago (PDT), Thiago Fernandes (PSL) questionaram que ainda existem documentos que foram requeridos e não foram entregues por algumas empresas.

"Diante da votação da maioria, agora será feito o relatório final e vamos marcar uma audiência para leitura e aprovação", explicou. Também serão orientadas medidas que devem ser tomadas pelo Executivo, em relação ao serviço de transporte público prestado na cidade.

A CPI investiga a situação financeira das empresas que prestam o serviço em Uberlândia e a renovação do contrato de concessão por mais dez anos. Ela foi aberta após o prefeito Odelmo Leão (PP) enviar um projeto de aporte financeiro de R$ 20 milhões para as empresas, que alegaram crise financeira como consequência da pandemia da Covid-19.

Ex-secretário

Ex-secretário da Settran, Alexandre Andrade, é ouvido na CPI do Transporte de Uberlândia — Foto: Aline Rezende/Câmara de Uberlândia.


O primeiro a ser ouvido foi o ex-secretário de Trânsito e Transporte, Alexandre Andrade. Segundo ele, a redução da idade de gratuidade para idoso, de 65 para 60 anos, seguiu orientação do Estatuto do Idoso, e que os impactos financeiros foram informados ao então prefeito Gilmar Machado (PT), e que todo o processo foi aprovado pelo Legislativo em 2013