Congresso promulga PEC que garante volta do auxílio emergencial.

Para compensar o benefício, a emenda cria uma série de gatilhos para controlar os gastos, sempre que a relação entre despesas obrigatórias e receitas da União atingir o limite de 95%.


O Congresso Nacional promulgou nesta segunda-feira, 15, a PEC Emergencial (PEC 186/19), que permite ao governo Federal pagar, em 2021, um novo auxílio emergencial para a população vulnerável afetada pela pandemia. O texto foi transformado na EC 109/21.


A sessão solene de promulgação foi conduzida pelos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG). A PEC Emergencial foi aprovada na semana passada, após três dias de debates e votações.

Durante a sessão, Arthur Lira disse que a emenda permitirá que o Estado pague um novo auxílio emergencial "sem aventura fiscal, sem comprometer as finanças públicas e a moeda nacional". "É prova que o Congresso está preparado para dar respostas robustas aos desafios nacionais", afirmou Lira.


Esse fato também foi salientado pelo presidente do Senado. "A emenda oferece ao Poder Executivo uma 'cláusula de calamidade', garantidora de pagamento do auxílio emergencial, com justa contrapartida, com regras fiscais compensatórias", disse Pacheco.


O relator da PEC Emergencial na Câmara, deputado Daniel Freitas (PSL-SC), destacou a celeridade com que o Congresso tratou a matéria. "Isso demonstra a preocupação do Estado com cada cidadão e cidadã, que neste momento passa por dificuldade", disse.


Líderes de oposição na Câmara e no Senado criticaram o fato de a emenda constitucional permitir o uso do superávit financeiro de alguns fundos públicos, como de segurança pública e ciência e tecnologia, para pagamento da dívida pública. Eles anunciaram que vão apresentar uma PEC para "blindar" esses fundos.